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| Iniciativa Progestur/TSF - Açores |
A Progestur e a TSF deslocam-se durante a próxima semana aos Açores para realizar dois trabalhos jornalísticos de investigação.
Um desses trabalhos será sobre as mulheres pescadoras dos Açores. São cerca de duas centenas as mulheres que se dedicam a esta actividade profissional nas suas várias vertentes (armador, pescador e trabalhador em terra). Em 2008 as mulheres dos Açores ligadas ao sector da pesca uniram-se através de uma associação criada em 2008 e à qual deram o nome de Ilhas em Rede. Esta associação defende o reconhecimento da actividade das mulheres e a valorização do seu papel na pesca, reclama visibilidade para o trabalho das mulheres que exercem esta profissão no arquipélago e quer mostrar que não se trata de um trabalho apenas para homens. A TSF e a Progestur seguirão de perto a actividade destas mulheres e realizarão reportagens transmitidas a nível nacional que permitirão aos seus ouvintes e seguidores conhecer a realidade em que se inserem estas mulheres açorianas.
O segundo projecto de colaboração entre a estação radiofónica e a Progestur prende-se com a cobertura das Cavalhadas de São Pedro, um trabalho jornalístico da autoria de Manuel Vilas Boas em conjunto com a Progestur que deslocará ao local uma equipa que realizará o acompanhamento fotográfico da festa do concelho de Ribeira Grande.
As Cavalhadas realizam-se na Ilha de São Miguel no dia de São Pedro. Trata-se de um desfile inspirado nos torneios medievais que inclui cerca de 150 pessoas a cavalo a desfilar pelas ruas da Ribeira Grande cuja dedicação é posta à prova pelo esforço e resistência que a mesma exige, tanto de cavaleiros como de cavalos. Trajados a rigor, dezenas de cavaleiros desfilam vestidos de branco com capas e faixas vermelhas, um desfile que começa no Solar de Mafoma, perto das 10h00 e que termina 8 horas depois. De seguida cavalgam para o edifício da C.M de Ribeira Grande, dando 3 voltas à mesma, segue-se a ida à Ermida de S. André, irmão de S. Pedro, dirigindo-se depois para a zona da Ribeirinha, perto do mar, onde lhes espera um refresco e massa sovada, aproveitando para descansar e ganhar fôlego para mais um trajecto pelas pequenas freguesias de onde os cavaleiros são oriundos.
A Progestur e TSF desenvolveram nos últimos anos parcerias das quais resultaram programas de rádio com reportagens sobre temáticas do nosso património cultural. Nos Açores essa parceria deu origem a três programas inseridos na rubrica Encontros com o Património: 'Pico – A Paisagem Cultural de um Vulcão', 'Angra do Heroísmo' e 'Da lava se faz o Vinho'. Todos estes programas tiveram o apoio da Direcção Regional de Turismo dos Açores, da Associação de Turismo dos Açores e das Câmaras Municipais envolvidas.
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| Cavalhadas de São Pedro - Ribeira Grande, S. Miguel |
Cerca de 150 cavaleiros percorrem os vários trajectos ditados pela tradição de homenagem a S. Pedro na Ribeira Grande. Uma festa realizada desde meados do séc. XVI, cuja dedicação é posta à prova pelo esforço e resistência que a mesma exige, tanto de cavaleiros como de cavalos.
Inicia cerca das 10h, quando os cavaleiros se começam a concentrar junto do Solar da Mafoma – Ribeira Seca. O trabalho de tratar e enfeitar o cavalo, com um lençol branco no dorso, adornos e fitas coloridas faz-se nas primeiras horas da manhã. Homens, algumas mulheres e crianças com uma faixa etária oscilante entre os 6 e os 60 anos, montadas a cavalo, envergaram os trajes de cor branca e vermelha e ostentaram na cabeça os "canecos", na expectativa de serem os mais "bem enfeitados" para serem os escolhidos a irem na retaguarda da comitiva principal, constituída pelo Rei, 2 vassalos, 3 corneteiros, 2 lanceiros e 2 mordomos.
Realizada a selecção, cada um ocupa o seu posto formando o alinhamento que irá encabeçar o cortejo; os Corneteiros tocam o hino do São Pedro e inicia-se o cortejo seguido pelos cavaleiros que irão percorrer as ruas da Ribeira Grande nas próximas 8 horas.
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O cortejo segue para a Igreja de São Pedro onde, aos cavaleiros lhes esperam 7 voltas em alusão aos 7 dons do Santo, mas não sem antes, o Rei e os Vassalos declamarem à porta da Igreja versos de agradecimento e louvor ao mesmo. De seguida cavalgam para o edifício da C.M de Ribeira Grande, dando 3 voltas à mesma, segue-se a ida à Ermida de S. André, irmão de S. Pedro, dirigindo-se depois para a zona da Ribeirinha, perto do mar, onde lhes espera um refresco e massa sovada, aproveitando para descansar e ganhar fôlego para mais um trajecto pelas pequenas freguesias de onde os cavaleiros são oriundos.
É organizado pelo Sr. Fernando Maré, que de há 40 anos para cá, garante a boa prossecução da tradição, assegurando que todos os elementos necessários à boa realização do cortejo não falhem, desde os "canecos" (chapéus), aos selins e estribos e manutenção dos mesmos. É realmente gratificante, segundo o mesmo, constatar o interesse que ano após ano as pessoas demonstram ao, por iniciativa própria, participarem no Cortejo. A motivação genuína que leva esta gente a fazer parte da tradição, ultrapassa quaisquer limitações que possam surgir, como sendo o caso de quem não tem cavalo pedir emprestado a um vizinho, ou a distância a percorrer, nada é impeditivo; Outra das motivações que levam os ribeiragrandeses a participar no cortejo são as promessas, como é o caso de uma família que geração após geração participa no cortejo, por promessa feita.
É um dia em que o povo da Ribeira Grande se une em uníssono numa homenagem de dedicação e fé a S. Pedro numa manifestação que guarda e mescla em si o sagrado e o profano.
C.M. Ribeira Grande / Roteiro Ribeira Grande
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