No dia 29, foram 151 cavaleiros - mais um que o ano passado - que percorreram os vários trajectos ditados pela tradição de homenagem a S. Pedro. Uma festa realizada desde meados do séc. XVI, cuja dedicação é posta à prova pelo esforço e resistência que a mesma exige, tanto de cavaleiros como de cavalos.
Inicia cerca das 10h, quando os cavaleiros se começam a concentrar junto do Solar da Mafoma – Ribeira Seca. O trabalho de tratar e enfeitar o cavalo, com um lençol branco no dorso, adornos e fitas coloridas, fez-se nas primeiras horas da manhã. Homens, algumas mulheres e crianças com uma faixa etária oscilante entre os 6 e os 60 anos, montadas a cavalo, envergaram os trajes de cor branca e vermelha e ostentaram na cabeça os “canecos”, na expectativa de serem os mais “bem enfeitados” para serem os escolhidos a irem na retaguarda da comitiva principal, constituída pelo Rei, 2 vassalos, 3 corneteiros, 2 lanceiros e 2 mordomos.
Após a selecção feita, cada um ocupa o seu posto formando o alinhamento que irá encabeçar o cortejo; os Corneteiros tocam o hino do São Pedro e inicia-se o cortejo seguido pelos cavaleiros que irão percorrer as ruas da Ribeira Grande nas próximas 8 horas.
O cortejo segue para a Igreja de São Pedro onde, aos cavaleiros lhes esperam 7 voltas em alusão aos 7 dons do Santo, mas não sem antes, o Rei e os Vassalos declamarem à porta da Igreja versos de agradecimento e louvor ao mesmo.
De seguida cavalgam para o edifício da C.M de Ribeira Grande, dando 3 voltas à mesma, segue-se a ida à Ermida de S. André, irmão de S. Pedro, dirigindo-se depois para a zona da Ribeirinha, perto do mar, onde lhes espera um refresco e massa sovada, aproveitando para descansar e ganhar fôlego para mais um trajecto pelas pequenas freguesias de onde os cavaleiros são oriundos.