História

Entre os séculos XV e XIX Angra desempenhou um papel fulcral na história da Expansão Europeia, funcionando como um entreposto tanto para navios portugueses como espanhóis e de cruzamento entre o Velho e o Novo Mundo, que dali seguiam o seu caminho para África, Oriente, América do Sul e América do Norte.

Em 1534 Angra é elevada a cidade por D. João III, tornando-se assim a primeira localidade dos Açores a sê-lo assim denominada e escolhida pelo Papa Paulo III para Sede de Bispado.

É palco das revoluções liberais pró D. Pedro IV e pelo seu contributo às lutas passa a designar-se Angra do Heroísmo.

Pela sua importância histórica, arquitectónica, monumental e paisagista em 1983 a UNESCO torna a Zona Central de Angra do Heroísmo no primeiro bem português a pertencer à lista de Património Mundial.

Património Cultural

A par de todo o ambiente místico proporcionado pelo cariz atmosférico que envolve a paisagem natural e edificada da cidade, Angra do Heroísmo possui uma forte dinâmica de oferta cultural. Como palco privilegiado dessa dinâmica, destacamos o Teatro Angrense, edifício faustoso do século XIX e um dos melhores equipados teatros do país. Ao longo dos tempos tem exibido espectáculos de reconhecido mérito a nível local, nacional e internacional.

E, mesmo ali ao lado, a fazer fronteira com a Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, a Praça Velha, onde o calcário e o basalto dão forma a uma típica calçada portuguesa. Já denominada de Praça dos Santos Cosme e Damião e Praça da Restauração, foi a primeira praça portuguesa, com o significado que lhe empregamos hoje.

A singularidade do conjunto formado pelo património artístico dos edifícios de traços renascentistas, como o Solar da Madre de Deus, o Palácio Bettencourt, o Convento de São Gonçalo, a Igreja da Sé e tantas mais Capelas e Ermidas, distribuídos pelas suas ruas confere a Angra do Heroísmo o cunho de cidade monumento.

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